Meu amor essa é a última oração
Pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na despensa
Cabe o meu amor!
Cabem três vidas inteiras
Cabe uma penteadeira
Cabe nós dois
Makes me feel
terça-feira, 26 de julho de 2011
Leões Na Tempestade

Eu posso ir,
Anjo?
Eu posso ir com você?
Você é tão santo quanto eu nunca fui,
Anjo.
Então eu te sigo.
Eu sigo.
Leões na tempestade.
O reinado chegou.
Esperando para nascer,
você não precisa fugir.
Já estamos à muitos mundos de distância.
Distantes.
Por onde passeamos,
Anjo,
eles não podem nos aprisionar.
Quando você suspira "Jennifer".
Oh, você é meu.
Você é meu.
Meu colar de estrelas.
Eu consigo enxergar na escuridão.
O silêncio falando nas línguas.
Leões na tempestade,
se abraçando.
O céu está desabando,
a caçada começou,
mas eu não estou amedrontada.
Leões na tempestade.
O reinado chegou.
Esperando para nascer,
você não precisa fugir.
Já estamos à muitos mundos de distância.
Distantes.
Já estamos à muitos mundos de distância.
Quando

Quando
eu estou deslizando em meus sonhos,
eu te amo.
Quando
eu acordo e nada é o que parece,
eu te amo.
Quando
a última meia-noite repousar para nos afagar,
eu te amo.
E todas as janelas se quebrarem.
Quando
todos os "ases" forem descartados,
eu te amo
Quando
o seu rei for encurralado pelo meu peão,
eu te amo.
Quando
você está dormindo e tão indefeso,
eu te amo.
Quando
o mundo cruel
se virar contra nós.
Ainda que
não nos despidamos,
eu te amo.
Quando
não houver mais lágrimas em mim para chorar,
eu te amo.
Quando
o salgueiro gotejar
com desejo.
Quando
o planeta mais frio e distante
pegar fogo, fogo.
Rasgue o céu
assombrado pelas janelas.
Aqueles são os olhos
sempre procurando, nunca encontrando, as almas estão navegando.
Vagarosamente, sozinhas.
Quando
eles colocarem nossos nomes na lista,
eu te amo.
Quando
eu me relembrar do nosso primeiro beijo,
eu te amo.
Quando
você está distraído e distante,
eu te amo.
Quando
não existir mais voz
restante em minha garganta.
Quando
a chuva for derramada do céu,
eu te amo.
Quando
os leitos sedentos estiverem secos,
eu te amo.
Ainda que
você nunca tenha me pedido para ser sua.
Quando as ondas selvagens e incanssáveis se quebrarem
na praia.
Rasgue o céu
assombrado pelas janelas.
Aqueles são os olhos
sempre procurando, nunca encontrando, as almas estão navegando.
Vagarosamente, sozinhas.
Quando
você está a milhões de quilômetros de distância,
eu te amo.
Quando
nós impormos nossos limites nesse jogo insano,
eu te amo.
Ainda que
nossa batalha mais longa ainda não esteja ganha,
eu te amo.
Quando
o palco está escuro
e as pessoas se forem.
Quando
minha alma
não tiver mais forma.
E
você me ouvir cantando
na tempestade.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Tempo Perdido

Todos os dias quando acordo
Não tenho mais
O tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo...
Todos os dias
Antes de dormir
Lembro e esqueço
Como foi o dia
Sempre em frente
Não temos tempo a perder...
Nosso suor sagrado
É bem mais belo
Que esse sangue amargo
E tão sério
E Selvagem! Selvagem!
Selvagem!...
Veja o sol
Dessa manhã tão cinza
A tempestade que chega
É da cor dos teus olhos
Castanhos...
Então me abraça forte
E diz mais uma vez
Que já estamos
Distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo...
Não tenho medo do escuro
Mas deixe as luzes
Acesas agora
O que foi escondido
É o que se escondeu
E o que foi prometido
Ninguém prometeu
Nem foi tempo perdido
Somos tão jovens...
Tão Jovens! Tão Jovens!...
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Tatuagem

Quero ficar no teu corpo feito tatuagem
Que é pra te dar coragem
Pra seguir viagem
Quando a noite vem
E também pra me perpetuar em tua escrava
Que você pega, esfrega, nega
Mas não lava
Quero brincar no teu corpo feito bailarina
Que logo se alucina
Salta e te ilumina
Quando a noite vem
E nos músculos exaustos do teu braço
Repousar frouxa, murcha, farta
Morta de cansaço
Quero pesar feito cruz nas tuas costas
Que te retalha em postas
Mas no fundo gostas
Quando a noite vem
Quero ser a cicatriz risonha e corrosiva
Marcada a frio, a ferro e fogo
Em carne viva
Corações de mãe
Arpões, sereias e serpentes
Que te rabiscam o corpo todo
Mas não sentes
domingo, 14 de novembro de 2010

"Tudo me interessa e nada me prende. Atendo a tudo sonhando sempre; fixo os mínimos gestos faciais de com quem falo, recolho as entoações milimétricas dos seus dizeres expressos; mas ao ouvi-lo, não o escuto, estou pensando noutra coisa, e o que menos colhi da conversa foi a noção do que nela se disse, da minha parte ou da parte de com quem falei. Assim, muitas vezes, repito a alguém o que já lhe repeti, pergunto-lhe de novo aquilo a que ele já me respondeu; mas posso descrever, em quatro palavras fotográficas, o semblante muscular com que ele disse o que me não lembra, ou a inclinação de ouvir com os olhos com que recebeu a narrativa que me não recordava ter-lhe feito. Sou dois, e ambos têm a distância - irmãos siameses que não estão pegados." Fernando Pessoa
sábado, 13 de novembro de 2010
Mudar É Difícil

Eu sou toda sem sorte, mas o que mais eu poderia ser?
Eu sei que ele é seu, e que nunca mais vai pertencer a mim de novo
Eu lhe fiz mal
Então não se vanglorie
Guarde para si mesmo
Eu lhe fiz mal
Eu nunca fui, nunca fui, suficiente
Mas eu posso tentar, eu posso tentar amadurecer
Eu ouvi quando eles me disseram
Se ele te queimar, o deixe ir
Mudar é dificil, eu deveria saber
Eu deveria saber
Eu deveria saber
Então, eu vou manter a minha cabeça para baixo
Se você manter a calma a partir de agora
Nas salas prefiro ouvir o silêncio do que a campainha de um novo amor
Então não se vanglorie
Guarde para si mesmo
Eu lhe fiz mal
Eu nunca fui, nunca fui, suficiente
Mas eu posso tentar, eu posso tentar amadurecer
Eu ouvi quando eles me disseram
Se ele te queimar, o deixe ir
Mudar é dificil, eu deveria saber
Eu deveria saber
Eu deveria saber
Eu deveria saber
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